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SMUGGLER'S BOUNTY - CANTINA E DEATH STAR FUNKO POP - UNBOXING E REVIEW



    Após unboxings e reviews das caixas da Funko da Marvel Collector Corps (não viu? Então, Clica aqui)  a da  DC Legion of Collectors (Não viu também? Clica aqui e veja) chegou a vez de conferirmos duas caixas do Star Wars da Funko, chamado de Smuggler's Bounty.
    Assim como as outras,  a Smuggler's Bounty, é um sistema da Funko para assinantes que possui um plano de 25 dólares por mês, podendo escolher qual mês você quer receber e qual não quer ou 150 dólares por ano para receber mensalmente todas as caixas.  O conteúdo das caixas não são vendidos em loja, sendo assim todo o conteúdo são produtos exclusivos para os assinantes e colecionadores. Todas as caixas possuem um tema próprio, no as duas caixas que adquiri para esse unboxing e review são com a temática "Death Star" e "Cantina".
     Então, Sem mais enrolação, vamos logo ao que interessa:


  Começarei o unboxing pela caixa com a temática Cantina.


    Quando abri a caixa a primeira coisa que reparei foi que a caixa é toda branca por dentro. Não possuí aqueles desenhos ou imagens com a temática da caixa como acontece com as caixas da Dc Legion of Collectors e a Collector Corps da Marvel. Nada de tão gritante, porém, tenho que dizer que a caixa meio que perde o charme.


    Na primeira camada da caixa temos um broche de um dos membros da banda de Bith. Não sei dizer qual deles exatamente é, porém creio eu ser o Frigin D'an.


Também vem o patch do Greedo. O patch ficou bem divertido, diga-se de passagem.


Na parte de dentro da caixa temos no topo uma camiseta do Han Solo


    Essa caixa possuí quatro modelos de camisetas que são colocados de forma sortida dentro das caixas. Os modelos de camiseta  que a caixa Cantina possui são: Han Solo, Muftak, Ponda baba e Momaw Nadon. No meu caso veio o Han Solo. É uma camiseta básica preta, bem legal, com uma temática de procurado "vivo ou morto", além da ilustração do Han Solo, temos outros detalhes ao lado como a  sua altura, peso, raça, cor dos cabelos e dos olhos e a digital. Para os fãs do Han Solo essa camiseta é prato cheio.


Antes de chegarmos nos bonecos, temos também uma caneta do Star Wars com o Chewbacca nela.


    Chewbacca é o único detalhe que vale a pena na caneta, pois, a caneta em si eu achei muito fajuta, tão fajuta que parece aquelas canetas de cinquenta centavos que você compra dos camelôs que tem uma cor fraca e que falha conforme vai escrevendo mascarado com a marca Funko Pop e Star Wars para parecer ser melhor que as de camelôs. Aparentemente não tem como tirar o Chewbacca de cima da caneta sem ter que destruir a caneta, pois, como dito acima, só vale a pena o Chewbacca no topo. Caso alguém queira saber, a cor da caneta é preta.


    Chegamos a atração principal da caixa. Não um, mas sim DOIS Funko Pops exclusivos dentro da caixa. Como se isso não bastasse, ainda tirei a sorte grande da minha caixa vir com o Blue Snaggletooth. Então, nada mais justo que começarmos por ele:


    A caixa normalmente vem com duas versões do Snaggletooth, o azul e vermelho. O vermelho é o mais comum que vem na maioria das caixas. Já o azul vem aleatoriamente dentro das caixas (a probabilidade de vir ele são de 5 para 1, se não me engano). Ele é uma como se fosse uma versão "Chase" e atualmente vale quase cinco vezes o valor da versão comum vermelho dele. Eu fui um dos felizardos que tirou ele.


    Ele é bem bonitinho, porém, tirando o fato dele valer quase quarenta dólares hoje em dia para os colecionadores de Funko pop e de Star Wars, não tem nada de tão especial nele. 


    Assim como todos os bonecos da coleção Star Wars da Funko, ele também é Booble-Head e possuí uma base removível. O Bobble-Head é legal e ruim ao mesmo tempo, pois, graças ao péssimo controle de qualidade de Funko, por serem produtos baratos, muitos dele acabam vindo com a cabeça desalinhada torta ou inclinada para um lado. Como pode ser visto no Blue Snaggletooth, sua cabeça está inclinada, por causa das molas. Pelo menos não é algo tão gritante esse detalhe, e, em alguns casos até fica legal dependendo do personagem.


   Ao lado tenho o Red Snaggletooth, que é a versão comum que costumar vir dentro da caixa Cantina. Eu consegui por um ótimo preço, após descobrir que tinha o azul dentro da minha caixa. Assim, pude colocar as duas versões do Snaggletooth lado a lado para você poder dar uma conferida e para ter ambos na minha coleção.


    Por fim temos o Obi-Wan Kenobi também chamado Ben Kenobi, como é o caso da versão que vem dentro da caixa.


    A versão que vem dentro da caixa é uma praticamente uma versão atualizada da versão sem o capuz do Obi-Wan Kenobi comum que é vendido nas lojas. porém, em outra pose e um pouco mais detalhado. Abaixo tem uma imagem de ambas as versões do Kenobi


    A versão com capuz tem cores mais forte, o cabelo dele é branco, possuí uma pose mais comum entre os Pops e seu sabre de luz brilha no escuro, já a versão sem capuz da Smuggler's Bounty tem um rosto e roupas mais detalhados, principalmente na sua barba, a cor da barba e do cabelo também são diferentes, estão mais acinzentados, e, fora tudo isso,  ele também esta em uma posição mais legal. Ambos têm o seu charme próprio, e pessoalmente não sei dizer qual deles eu gostei mais.



    Pessoalmente falando, dentre as várias caixas com temáticas diferentes de Star Wars da Funko eu escolhi essa em especial pelo Obi-Wan Kenobi, e posso seguramente dizer que não me arrependo. Ele ficou muito legal nessa pose de luta e com esse visual sem o capuz.


    Como já é de praxe da Funko e seu péssimo controle de qualidade, o Ben Kenobi veio com uma falha de pintura no olho, como pode ser visto na foto acima. Não é um defeito tão gritante assim e quase imperceptível quando se está olhando de longe, porém é aquela coisa que você não consegue deixar de reparar quando está olhando ele mais de perto.


    Esse é o conteúdo da caixa Cantina da Smuggler's Bounty da Funko. no geral minha única reclamação é a caneta vagabunda, mas, no geral é uma caixa bem legal, principalmente pelo Ben Kenobi.

Agora, vamos para a segunda caixa:


    A segunda caixa tem a temática Death Star e pelo desenho do Darth Vader na caixa, já vemos que essa caixa não está de brincadeira.


    Pelo visto nenhuma caixa da Smuggler's Bounty vem com ilustrações do lado de dentro da caixa. Uma pena, pois, seria vem legal ser recebido por um Darth Vader ou uma Estrela da Morte, já que o tema é Death Star.


O broche que vem nessa caixa é de um Storm Tropper, Bem legal. 


    E o Patch é do Darth Vader. Gostei tanto deste patch do Vader que estou pensando seriamente em costurá-lo na minha mochila.


    Dentro da caixa temos um panfleto com o comercial de outra caixa da Smuggler's Bounty e do outro lado do panfleto temos um descritivo do conteúdo da caixa Death Star, então, vamos deixá-la por último para não dar Spoiler de todo o conteúdo.


Embaixo do Panfleto temos uma camiseta do Obi-Wan Kenobi lutando com o Darth Vader.


    Não vou mentir, até o presente momento essa é a minha camiseta com temática Star Wars da Funko favorita. Eu gostei demais do estilo Pop utilizado na camiseta e no jeito que fizeram o design para parecer aqueles cartazes de lutas de boxe, claro que de um jeito mais mais simples, porém sem perder a essência da mensagem. A única coisa que não gosto da camiseta é a cor dela. Eu não sou muito fã de roupas cinzas, pois, por algum motivo roupas desta cor me lembram pijamas ou roupas para usar na hora de dormir. Eu pessoalmente não gosto de utilizar essa cor fora de casa.


    Esses são os Pops que acompanham a caixa Death Star. Eu disse que essa caixa não era de brincadeira, não disse? Mas, antes de irmos para os Pops, ainda tem mais um item na caixa que falta dar uma olhada, e está ali enfiado entre o Vader e o Tarkin.


Temos uma estrela da Morte (que por sinal está de cabeça para baixo na foto).

  
    A princípio eu não entendi direito o que isso é. Achei que era uma daquelas coisas para colocar na coleira do seu cachorro para saberem a quem ele pertence caso se perca, pois, atrás possui espaço para preencher dados como nome, telefone e endereço.


    Só depois de dar uma olhada naquele panfleto que veio dentro da caixa que eu vi que na verdade isso é uma etiqueta de bagagem. Por isso tem todas essas informações, para caso você seja perca sua bagagem em uma de suas viagens básicas pelas Bahamas, ou pela Europa, sabe, aquelas viagens que a gente que ganha um pouco mais de um salário minimo faz todos os anos. 
   Se você também ganha um pouco mais que um salário mínimo, vai perceber que essa etiqueta de bagagem pode ser super útil para você como um chaveiro gigante de mochila, e olhe lá.
    Para fechar com chave de ouro, vamos dar uma conferida nos Pops da Death Star.


    Grand Moff Tarkin ou Governador Tarkin no Brasil é um dos personagens exclusivos da caixa Death Star. Acho que a escolha não poderia ter sido diferente, levando em conta a temática da caixa e o fato de que ele era tão apegado a estrela da morte que até morreu dentro dela.


    Antes de tirá-lo da caixa eu não vi nada demais nele, assim como o Blue Snaggletooth, porém, tenho que admitir que ele tem um charme próprio que mesmo sendo simples, emana um certo respeito que só vilões de Star Wars e personagens militares experientes possuem.


    Gostei bastante da pose dele, como dito acima, demonstra bastante respeito, mesmo ele não tendo nada demais em si.


    Tarkin veio com o que parece ser marca de cola quente no seu joelho. Infelizmente não consegui tirar ele. Isso mostra que a Funko é uma caixinha de surpresas no quesito defeitinhos, pois, vão desde falhas na pintura, cabeças desalinhadas e até mesmo marcas de cola quente, que, no meu caso foi novidade.


    Finalmente, temos o astro principal da estrela da morte. O poderoso, imponente, fã de preto e vilão que 90% dos nerds queriam ter como pai no lugar do Luke e da Leia, Darth Vader.


    O que dizer deste Vader... Ele está incrível! De todas as versões que ele ganhou pela Funko, essa é de longe a melhor de todas para mim. O cara está muito malvadão com essa pose de estrangulamento enquanto está segurando o sabre de luz, que mais parece mais uma salsicha gigante (sim, eu tenho essa impressão com todos os Funko Pops de Siths).




    Como pode se visto nas fotos acima o Vader está muito detalhado. Desde os detalhes na sua armadura até a capa. Está tudo lindo nele, até mesmo a posição dele demonstra que ele não está de brincadeira.


    O boneco em si não veio com nenhum defeitinho típico da Funko , já a base não teve a mesma sorte. Acho que esse é o defeito mais gritante de todas as caixas, já que parte da palavra STAR não está pintada. Eu mesmo não faço questão das bases, por isso até fiquei aliviado desse defeito ter vindo na base e não no boneco, porém, imagina para quem faz questão dela ou é aqueles fãs de Star Wars que coleciona todos e deixa na base exposto em um móvel só com coisas de Star Wars... Simplesmente deve ser frustrante receber um boneco com a base assim.


    Para finalizar o conteúdo da caixa temos o panfleto que mostra um pouco do concept art dos bonecos e da arte do Obi-Wan lutando contra do Darth Vader usada na camiseta. Bem legal para entender um pouco o processo de criação de um boneco da Funko.


    A caixa Death Star é uma aquisição e tanto para todos os colecionadores de Funko Pop fãs de Star Wars, principalmente dos personagens vilões. Tarkin e Darth Vader estão incríveis e vale a pena tê-los na sua estante de Funko Pop.


    Apesar de ter menos conteúdo que as caixas da Marvel e DC, a Smuggler's Bounty não faz feio, pois manda logo dois funko pops em cada caixa, enquanto as outras uma vez ou outra vem com dois Pops dentro da caixa, então, isso meio que deixa elas por elas, na minha opinião. Claro, que se a Funko adicionasse quadrinhos com capas variantes do Star Wars, como faz com as outras caixas, seria algo bem vindo também, principalmente para quem coleciona quadrinhos, como eu.
    No geral elas são caixas bem legais, pessoalmente falando eu gostei muito mais da caixa Death Star que do que a caixa Cantina, sem sombra alguma de dúvida. Porém ainda fiquei com uma sensação de que a caixa poderia ser melhor trabalhada, principalmente por dentro.
   Se você curte Star Wars ou quer presentear alguém que é fã da franquia, vale a pena dar uma pesquisada para adquirir alguma dessas caixas, pois, por serem antigas, são fáceis e bem baratas de se encontrarem. E o conteúdo compensa o valor que é cobrado por ela.
   E você? Qual das duas caixas você mais gostou? Cantina, Death Star ou nenhuma das duas? Diz ai nos comentários! 
    Por fim, caso goste de Pops e fotografias, dê uma conferida no meu Tumblr chamado "I love my Funko Pop Collection". Nele eu posto fotos dos meus Pops em lugares e situações inusitadas. Se você gosta de Funko Pops, certamente vai gostar do blog. Dá uma acessada nele Clicando aqui

     Obrigado pela visita.

    
  







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OUTLAST 2 - ANÁLISE


Ser medroso nunca foi tão divertido como é em Outlast 2.

    Lançado em  2013 pela Red Barrels Outlast praticamente reinventou o estilo de survival horror nos games, utilizando um sistema de câmera em primeira pessoa e uma jogabilidade diferente, onde o personagem principal não pode se defender dos inimigos, restando apenas a opção de correr, se esconder ou morrer. Com vilões loucos e carismáticos e muito, mas muito gore, Outlast logo caiu no gosto do público e rapidamente se tornou um dos melhores jogos do gênero survival horror. O jogo foi tão recebido pelo público geral, que até a própria Capcom bebeu de suas fontes para fazer com que a franquia Resident Evil voltasse aos seus bons e velhos tempos de terror em Resident Evil 7, com muita, mas muita mesma base em Outlast em seu estilo de jogo.
   Obviamente que com o sucesso de Outlast e sua DLC The Whistleblower, uma sequência viria a ser feita, prometendo ser tão perturbadora, assustadora e violenta que o primeiro jogo a ponto da própria Red Barrels ter anunciado que o jogo viria com fraldas personalizadas do jogo para os mais medrosos utilizarem enquanto estão jogando. As promessas para ele foram tão grandes a cada trailer que Outlast 2 acabou ficando entre os jogos mais esperados deste ano, tanto para os fãs quanto para os não fãs de jogos de terror e ganhando uma hype que nem mesmo certo jogos AAA conseguem hoje em dia. 


    Em Outlast 2 temos uma nova história que se passa em uma área rural no Arizona, onde o casal de repórteres Blake Langermann (que é o personagem que você controla) e sua esposa Lyn Langermann resolvem ir até o local para fazer uma matéria sobre o assassinato de uma mulher grávida de oito meses que morava naquela região, porém, após um acidente o helicóptero onde eles estavam acaba caindo. Ao acordar Blake vê que o piloto do helicóptero foi brutalmente assassinado e que sua esposa desapareceu.
   Chegando na cidade em busca de ajuda, Blake percebe que ele não está em uma área rural qualquer, mas sim em um lugar cheio de fanáticos religiosos  violentos comandados por Sullivan Knoth sedentos pelo sangue de Blake e Lyn, pois, de acordo com Sullivan Knoth, Lyn está grávida e está carregando o anti-cristo em seu ventre, e, para impedir que o fim do mundo aconteça, Blake e Lyn precisam morrer antes dela dar a luz.Em meio a isso existe outro culto rival do  culto de Sullivan, comandado por Val, chamado de Hereges que também está atrás do casal de repórteres.
   Munido apenas de sua câmera com visão noturna e suas pernas para correr muito, Blake Langermann terá que resgatar sua esposa, descobrir o que diabos está acontecendo naquela cidade e sair de lá com sua esposa vivos.


    No geral, a jogabilidade de Outlast 2 não é  muito diferente do seu antecessor. Você não pode se defender dos inimigos, fazendo com que você tenha que correr e esconder dentro de barris, armários ou até mesmo debaixo de camas ou mergulhando dentro da água para que você não seja morto pelos moradores do vilarejo. Também temos a câmera com visão noturna, que desta vez é um item muito mais necessário para a sua sobrevivência do que no primeiro jogo, já que, em Outlast 2 praticamente 80% do jogo se passa em lugares sem iluminação, fazendo com que a câmera seja altamente necessária para você saber para onde ir.
   Uma novidade na câmera é que agora ela ganhou uma função de microfone, que é uma mão na roda para saber mais ou menos a posição dos inimigos quando você está escondido, sabendo assim se é ou não seguro sair do seu esconderijo.
    O cenário também foi trocado. Antes tínhamos um hospício com corredores escuros e apertados, agora, o jogo que se passa em fazendas, florestas e até dentro de uma mina, aumentando assim a variedade de cenários para te deixar os jogadores em pânico.
Apesar de ainda preferir os corredores escuros, tenho que admitir que uma floresta à noite consegue ser um cenário tão assustador (ou até mais) que os corredores escuros e apertados, um dos motivos para isso é o fato dela ser um lugar aberto, fazendo com que você acabe se perdendo facilmente, principalmente quando você está sendo perseguido por inimigos, pois no desesperado de não ser pego, você simplesmente corre igual louco e quando vai ver ou acaba em algum beco sem saída, ou dando a volta no mesmo lugar, fazendo com que você seja morto, caso você não preste a atenção para onde está indo.
  Falando ainda de novidades interessante no jogo, uma delas que foi adicionada no jogo é a possibilidade de trancar as portas, fazendo com que isso atrase os inimigos que estão te perseguindo, te dando assim uma chance de fugir ou se esconder. Isso é uma ótima ferramenta, para despistar os seus inimigos, mas que precisa ser utilizado com cuidado, pois, se você não prestar a atenção ao seu redor, você pode acabar se trancando dentro de uma casa ou cômodo com um inimigo dentro.  
   Outra novidade implantada no jogo foram os curativos. Nos jogos anteriores o personagem recuperava a vida sozinho dos danos do inimigos, assim como acontece em jogos de FPS, já em Outlast 2, Blake necessita de curativos, que podem ser encontrados no decorrer do jogo para poder recuperar a sua vida quando ele é atacado por inimigos. Juntamente com isso, também foi inserido um sistema de inventário, que serve para você ver quantas pilhas e quantos curativos Blake tem disponível   
   Por fim, já puxando o gancho da palavra FPS citado acima, Outlast 2 teve uma mudança nos controles, desta vez seus comandos ficaram totalmente padrão ao de jogos de FPS. Não foi uma mudança tão grande assim, em relação ao primeiro, pois a mudança mais gritante foi a mudança do botão de correr, que antes era no L1 e agora é apertando o analógico, o que é padrão de jogos de tiro. Como disse, nada demais, mas vale a pena ser citado.


    Os inimigos em Outlast 2 estão bem mais ávidos em te matar do que no primeiro jogo. Antes, se esgueirar em buracos ou em frestas fazia com que os inimigos parassem de te perseguir, fazendo com que você pudesse se safar de algumas situações perigosas com uma certa facilidade, já, em Outlast 2 frestas e buracos não fazem com que os agressores parem de te perseguir. E a detecção dos inimigos melhorou muito, principalmente no caso dos chefes. Um exemplo disso é a Marta, uma fanática maluca que te persegue com uma picareta gigante. Uma vez que ela te vê, tentar se esconder dela não é uma tarefa fácil, pois, mesmo se ela estiver longe do seu campo de visão, muitas vezes ela vai direto onde você está escondido. Isso deixa as coisas bem interessantes, desesperadoras e algumas vezes até mesmo frustrante e injustas, principalmente nas dificuldades mais elevadas, onde além deles te acharem mais fácil, os inimigos também são bem mais rápidos do que você, ou seja, se você estiver jogando na dificuldade pesadelo ou insano e te encontrarem, certamente você vai morrer antes mesmo de conseguir começar a correr.


     Ainda falando dos inimigos, Outlast 2 tem uma boa variedade de inimigos prontos para te matar, que, vão desde caipirões portando facões, até monstros sobrenaturais do seu passado, malucos peladões vestidos como animais, e, como se tudo isso não fosse perturbador o suficiente, também temos pessoas com estágio tão avançado e sífilis, gonorreia , HIV e outras DSTs  que ficaram completamente deformados tentando te matar por acharem que sua morte faria com que eles se curassem de suas doenças.
   Infelizmente os chefes do Outlast 2 não são tão legais quanto os de Outlast e Outlast: The Whistleblower, como, Richard Trager ou Eddie Gluskin, porém cumprem o seu papel de serem bizarros e assustadores. Não tem como ficar desesperado ao ver a Marta te perseguindo e gritando igual uma louca quando está te perseguindo, ficar apreensivo em esbarrar com a Val nos corredores apertados e escuros das minas ou com o padre monstro que assombra Blake em suas alucinações ou com a dupla Laird Byron e Nick Tremblay, que formam a clássica dupla clichê de anão cérebro e gigante forte burro que fazem com que Blake vários passe por maus bocados no decorrer do jogo. 

  
   Assim como o primeiro jogo, Outlast 2 também é um jogo curto em comparação aos jogos atuais, que, geralmente exigem no mínimo 10 horas de jogatina para ser terminado. Em Outlast 2 na primeira jogada se você morrer muito e se perder muito (como foi o meu caso) você não vai demorar mais do que seis horas para completar o jogo pela primeira vez, e, quando você decora o caminho todo, duas horas e meia é mais que o suficiente para você terminar o jogo, ou seja, dependendo das suas habilidades, dá para terminar o jogo em uma única sentada facilmente. Mesmo ele sendo considerado pequeno, ele foi feito na medida certa para não deixar aquela sensação de "jogo muito curto" ou a sensação "jogo muito grande a ponto de ficar maçante". E, se comparado ao primeiro jogo, que, facilmente pode ser terminado em uma hora e meia quando se decora o caminho, podemos dizer que Outlast 2 demanda quase o dobro de tempo para ser completado. 
    Ao contrário do primeiro jogo que te dá a história toda de mão beijada, em Outlast 2 é necessário coletar os files espalhados pelo jogo e utilizar a câmera em certos momentos do jogo para que Blake possa gravar algum acontecimento que ajude a complementar o entendimento da história e até mesmo esperar chegar o final para poder ter um total entendimento da trama, ao contrário do primeiro jogo, onde essas gravar e coletar files serviam apenas para um pequeno e quase insignificante complemento para a história. Isso é legal, pois, incentiva os jogadores a jogar várias vezes o jogo em busca de documentos e gravações que ajudem no entendimento da história, fazendo com que você acabe tendo que vasculhar cada canto do jogo para poder ter o total entendimento do que está se passando naquele vilarejo rural do Arizona. 


   Uma coisa que achei bem interessante no enredo do jogo é que apesar de Blake também ser um "avatar que representa você", ele é um personagem que tem uma personalidade bem definida em Outlast 2. A Red Barrels explorou bem a personalidade de Blake, para os jogadores pudessem ver no jogo um personagem que vai além de um simples avatar. Através das alucinações e das interações de Blake com Lyn ou até mesmo com os comentários que ele faz no decorrer do jogo quando grava alguma cena especifica que serve como file no decorrer do jogo podemos conhecer um pouco da sua personalidade, e, até mesmo explorar suas angústias e medos mais profundos. Graças a isso acabamos criando uma certa empatia pelo personagem, pois, podemos ver que Blake realmente é um personagem inserido no jogo com personalidade, que ele tem um passado, medos, dúvidas e que não sabe se vai conseguir sobreviver até o fim da noite, deixando ele um personagem mais carismático,  algo que não acontece com Ethan em Resident Evil 7, por exemplo.


    Quando o assunto é violência, sustos e outros quesitos de terror, posso dizer que Outlast 2 não deixa à desejar. Temos corpos espalhados em todos os lugares, animais mortos, corpos mutilados em todo o canto e cenas de tortura que podem ser perturbadoras para os que têm estômago fraco. Porém, devo admitir que nesse quesito tanto o primeiro Outlast quanto o The Whistleblower conseguem ser bem mais perturbadores do que Outlast 2, principalmente para quem se impressiona mais com esse tipo de conteúdo, pois, eles possuem muito mais cenas de violência explícita, tortura e matança, enquanto a maior parte de Outlast 2 tenta impressionar os jogadores apenas com corpos mutilados espalhados pelo cenário, documentos sobre sacrifícios de bebês, orgias sexuais e muito sangue. Eu pessoalmente achei que eles quiseram pegar mais leve com o segundo jogo, para ficar mais "acessível" para o mundo todo, sem acabar tendo alguma polêmica por causa da censura de algum país (como aconteceu na Austrália, por exemplo) fazendo com que o jogo não seja comercializado lá. Mas, mesmo assim levando em conta padrões atuais de terror tanto em jogos quanto em filmes, não tem como dizer que Outlast 2 deixe de ser uma experiência perturbadora, mesmo estando menos explícito do que o primeiro jogo.


    No geral não tenho muito do que reclamar do jogo, a única coisa que realmente irritava muito no jogo era a duração da bateria no jogo, que acaba tão rápido que até parecia que a câmera do Blake estava viciada. E isso era irritante demais, pois usar a visão noturna consumia uma bateria inteira em menos de cinco minutos e a função de utilizar o microfone da câmera era praticamente inútil, pois consumia ainda mais bateria que a visão noturna, fazendo com que você acabasse deixando de lado uma ferramenta que poderia te ajudar muito a não ser morto para economizar a bateria da câmera.
    Encontrar pilhas também era um pé no saco, pois, tinha poucas pilhas e muitas vezes você acabava perdido no meio do nada esperando alguma coisa te matar para que você pudesse voltar no checkpoint com a bateria da câmera cheia. Eu mesmo na primeira vez que joguei sofri muito por causa disso, muitas vezes eu tinha que acabar me suicidando ou deixando alguém me matar para não ficar perdido no meio do nada sem poder enxergar nada, o que é uma coisa que vai acontecer frequentemente para quem está jogando na primeira vez. 
    Felizmente a Red Barrels consertou isso na atualização que saiu, fazendo com que as baterias da câmera durem bem mais e o uso do microfone agora não consome bateria, o que é uma gigantesca mão na roda para quem não está acostumado a esse tipo de jogo e para quem pretende as dificuldades pesadelo e insano do jogo.
    A dificuldade também é bem hardcore, especialmente para quem está chegando agora. Pelo seu estilo de jogo, Outlast 2 não é um jogo digamos "acessível" para todo mundo, e isso em alguns momentos pode tornar a experiência dele frustrante e até mesmo injusta, inclusive em algumas partes como a da Marta, que, foi citado anteriormente, que, mesmo estando fora do campo de visão dela quase sempre  a Marta vai ir direto no lugar onde você está escondido e te matar. Também temos o posicionamento dos inimigos no jogo, que dependendo do lugar, é uma gigantesca dor de cabeça passar pela primeira vez sem morrer pelo menos uma dúzia de vezes. Alguns desses problemas de dificuldade para jogadores novatos também foram consertados pela Red Barrels, tornando o jogo menos difícil do que ele era, mas, ainda sim desafiador.
    Também vi algumas reclamações do Blake não poder se defender dos inimigos, tirando certos casos onde ele consegue empurrar os inimigos, desarmados que tentam enforcá-lo. A princípio  é mesmo frustrante não poder se defender dos inimigos, especialmente para quem começou a jogar agora, porém, acho que esse é o charme principal do jogo, você ser um personagem medroso bunda-mole e é isso que torna o jogo interessante e divertido. Porém, não vou mentir, que, eu meio que senti falta de um botão de defesa, assim como em Resident Evil 7,  pois, já que não podemos contra atacar os agressores, acho que pelo menos ter um comando de se defender deles seria interessante para você simplesmente não pegar e largar o controle e esperar a morte quando você acabar se trancando dentro de uma casa que tenha um inimigo dentro como eu citei no começo da postagem (odiava quando isso acontecia, diga-se de passagem).


    O que realmente me frustrou no jogo foi a Stamina de Blake. Em Outlast 2, o personagem se cansa muito mais rápido do que nos jogos anteriores quando está correndo. Muitas vezes eu fui morto pelo simples fato do Blake não aguentar correr por tempo o suficiente para fugir dos inimigos e começar a parar de correr para recuperar o fôlego e os inimigos acabarem alcançando ele. E isso é ainda mais frustrante porque como dito anteriormente, os inimigos estão muito mais ávidos em te matar e muitas vezes vão de perseguir por muitos e muitos metros até serem despistados, ainda mais lá para o final do jogo, onde os inimigos praticamente não desistem de te perseguir. Alguns podem dizer, mas isso é legal e deixa o jogo mais realista, realmente deixa o jogo mais realista, porém o cara está sendo perseguido e sabe que se parar vai morrer, então, quem diabos na vida real simplesmente desistiria de tentar fugir e ficaria esperando ser morto, porque ficou cansado? Ainda mais após ver e passar por tudo que ele passa no jogo, certamente adrenalina deve estar correndo nas veias de Blake de tal maneira que eu duvido que ele pararia para descansar no meio de uma perseguição, ainda mais ele mesmo sabendo que tem pessoas logo dele atrás doidos para estripá-lo. 


    Outlast 2 é uma experiência de terror que não se vê todo o dia. Ele é perturbador, assustador, desafiador e ao mesmo tempo muito divertido, viciante e recompensador. Graças a Red Barrels, finalmente temos uma franquia de terror que não tem medo de chocar seus jogadores, mostrando o pior que o ser humano tem a oferecer, tanto no presente quanto no passado de Blake Langermann, sem moderação, sem rodeios e sem meias palavras. Em Outlast 2, a Red Barrels, não só entregou um excelente jogo de terror, ela entregou um dos melhores e mais viciantes jogos de survival horror já feitos até hoje, na minha opinião, com direito até mesmo a uma referência a uma das clássicas cenas do filme O Iluminado onde o corredor é coberto por uma enxurrada de sangue.
    Se você é fã de filmes de terror com muito gore e jogos realmente desafiadores, Outlast 2 é um jogo obrigatório para você. Fora que ele é uma experiência da qual você certamente não vai se esquecer durante um bom tempo.

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