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RESIDENT EVIL FUNKO POP - REVIEW DA COLEÇÃO


    Acho que não é novidade nenhuma para quem acompanha o blog, que, este ano faz sete anos que eu sou fã de carteirinha de Resident Evil desde a primeira vez que joguei Resident Evil 2 no Nintendo 64 em meados dos anos 2001. Foi paixão a primeira vista e certamente, mesmo com seus altos e baixos ela ainda é minha franquia favorita de games até hoje. 
    Quando a Funko anunciou que iria lançar uma coleção dos bonecos da franquia Resident Evil era óbvio que não iria deixar essa coleção passar em branco, ainda mais porque melhor que Resident Evil e bonecos da Funko Pops são bonecos do Resident Evil da Funko Pop!
    Demorou alguns meses desde o lançamento para conseguir completar a coleção por causa de alguns exclusivos, porém, agora que consegui completar a coleção. Mas, agora que a coleção está completa, que tal darmos uma olhada melhor em cada boneco da coleção, para você decidir se vale a pena ter todos em sua coleção ou apenas alguns específicos, hein?
    E, como dizem, primeiro as damas:

JILL VALENTINE


   Jill Valentine certamente estaria entre os lançamentos da coleção, afinal ela não só é uma das personagens mais famosas da franquia, como também é a personagem favorita da maioria dos jogadores de Resident Evil. 


   O visual da Jill nessa figura foi baseado no primeiro jogo, onde ela está vestida de policial da S.T.A.R.S. Pessoalmente falando eu gostaria mais que o visual dela fosse o do Resident Evil 3, mas não tem como negar que ela ficou linda com o visual de policial.


   Os detalhes na figura também ficaram ótimos! desde os detalhes nas bolsas, no coturno e até o relógio na mão dela, tudo ficou bonitinho! o único detalhe que realmente ficou faltando na sua roupa foi o brasão da S.T.A.R.S em sua manga. Porém, se levarmos em consideração o tamanho dela, não acho que ficaria legal esse brasão estampado ali, pois ficaria mais para um borrão do que um brasão.


    O mesmo vale para o detalhe da S.T.A.R.S em sua boina! Está tudo perfeitinho e no seu devido lugar. 


    Assim como todas as atuais personagens femininas da Funko, Jill Valentine também acompanha uma base para que ela possa ficar de pé, porém, ao contrário da maioria das personagens femininas Jill consegue ficar de pé sem ajuda da base (como pode ser visto na primeira foto). Pelo menos no meu caso não tive dificuldade alguma de deixá-la de pé.


     Jill Valentine ficou elegante, e como única mulher da coleção, certamente ela representou bem! Até mesmo a posição que a personagem está remete a posição que ela fica no jogo em algumas cutscenes ou caso você fique parado muito tempo com ela. E isso, apesar de poder parecer besteira é uma ótima sacada para os jogadores de Resident Evil.

LEON SCOTT KENNEDY


     Que mané Chris Redfield o quê! Quem manda em Resident Evil é o Leon, afinal, o cara consegue sobreviver a vários desastres zumbis sem despentear sua franja.


    Tenho que admitir que quando vi o Leon com o visual de Resident Evil 4 estranhei logo de cara, pois achei que assim como a Jill ele estaria com o seu visual clássico de policial de Raccoon City, mas depois me toquei de um detalhe crucial: Leon no Resident Evil 4 é de longe melhor que o de Resident Evil 2, isso sem contar que o Resident Evil 4 fez de longe mais sucesso que o Resident Evil 2 (e com certeza mais dinheiro também), então, pensando por esse lado, faz todo o sentido optarem pelo visual do Resident Evil 4 para o Leon.


   Assim como a Jill, o Leon também é bastante detalhado, principalmente nos detalhes da sua jaqueta! Não posso dizer que ele esteja mais detalhado que a Jill, pois, a maio parte da sua roupa é preta, enquanto a da Jill possui vários detalhezinhos de outras cores, que fazem com que seu detalhamento seja maior que a do Leon, mas, ele não fica tão atrás assim dela.


    A jaqueta do Leon realmente me impressionou muito nos seus detalhes! O mesmo pode se dizer do seu cabelo!


   A única coisa do meu Leon que realmente ficou estranho foi esse olho desnivelado (porque foi pintado errado). A primeira vista não tinha percebido, mas depois de dar uma olhada melhor dá para ver que o olho direito está pintado fora da área circular onde deveria ficar o olho. Apesar de não ser algo tão gritante assim é difícil parar de reparar nesse detalhe dele depois que você percebe que ele está lá. E novamente isso acontece por causa da falta de um controle de qualidade por parte da Funko.


     No Geral o Leon Scott Kennedy ficou muito estiloso e Badass com essa jaqueta e essa escopeta. Pessoalmente eu gostei muito mais dele do que da Jill. Foi uma boa escolha do pessoal da Funko ter optado pelo Leon para representar o personagem do sexo masculino na coleção.

LICKER


    Como eu havia dito, Resident Evil 2 foi o primeiro jogo da franquia que eu joguei, e foi esse carinha ai de cima que fez eu ter meu primeiro cagaço na franquia Resident Evil.


     O que dizer do Licker além de que ele ficou muito fofinho? Sério, a Funko conseguiu transformar um monstro horrendo e nojento e um monstrinho fofinho que lembra até um cachorrinho com a língua de fora esperando para te lamber todo, ao invés de te retalhar todo.


   Licker tem uns detalhes legais na sua espinha na parte de trás, claro que não é nada de extraordinário. e os outros detalhes não são nada demais,  pois ele não é lá tão diferente nos outros detalhes do que o Colossal Titan, por exemplo, que por final lembra muito ele no acabamento e cores.


Não tem como não se apaixonar por essa pequena monstruosidade.


     Não tem muito o que dizer do Licker. Ele bem legal e muito bonitinho, mas, no geral não é nada demais. Na minha opinião ele é o mais sem graça de todos, porém, ao mesmo tempo que ele é sem graça ele é de longe o mais bonitinho de todos, o que é estranho, diga-se de passagem.

TYRANT


    Tyrant possui duas versões, uma exclusiva da Hot Topic, que é essa que eu possuo e outra exclusiva da Target que tem como diferencial o fato de brilhar no escuro. A versão da Hot Topic é a mais comum e mais fácil de achar e mais barato (quando digo barato, quero dizer, menos caro que a versão da Target). O mais legal dele é que o Tyrant é um daqueles modelos gigantes da Funko chamado de Super Sized.


    Ao contrário do Licker que ficou bonitinho, o Tyrant ficou amedrontador e malvado. Mesmo estando na sua versão fofinha e cabeçuda, o Tyrant mostra que ainda consegue ser tão malvado quanto o Tyrant original.


    Basta olhar mais perto que dá para ver que o Tyrant não está para brincadeira. Ele também impressiona bastante nos detalhes em seu corpo e no rosto. Pessoalmente, eu curti demais os detalhes do seus dentes. 


     O corpo dele é todo cheio de veias, e os detalhes da veia destacam ainda mais o corpo dele. Isso sem contar a parte escura do corpo dele onde fica sua mão com garras que ficou cheio de detalhes que o deixam com uma aparência bem nojenta.  


Tyrant tem uma bundinha sexy, não tem?


     Comparando com a Jill podemos ver a diferença de tamanho dele para um Funko pop Normal. Ele simplesmente ficou onipotente com esse tamanho! 


    Tyrant é um dos melhores bonecos da coleção Resident Evil e muito provavelmente também é um dos melhores bonecos Super Sized da Funko Pop que eu já vi até hoje. A versão Pop dele não deixou exatamente nó ada a desejar. A minha única reclamação foi não ter comprado a versão da Target que brilha no escuro. Imagina scomo seria legal dormir no seu quarto escuro com esse monstrão brilhando! 

NEMESIS


   Já vou dizendo logo de cara que o Nemesis é de longe meu personagem favorito da franquia Resident Evil! Nada de Jill, Chris, Claire, Leon, Wesker ou Ethan (será que existem alguém no mundo que tenha o Ethan Winters como personagem favorito de Resident Evil?). Nemesis é o meu favorito da Franquia, logo seria difícil de não dizer que o boneco dele é o meu favorito da coleção! 


    Gosto tanto do Nemesis que eu até tenho DOIS bonecos dele na minha coleção. E, sim, ele é o único Pop repetido que tenho na minha coleção, caso você esteja se perguntando (isso até a Funko lançar um Pop do Tio Patinhas).


    Nemesis é o boneco mais meio termo da coleção, pois ele ficou bonitinho, mas não a ponto de ser fofinho como o Licker e ao mesmo tempo ficou assustador e ameaçador pra caramba, claro que não tão ameaçador quanto o Tyrant, mas, também não deixa a desejar.



    Os detalhes do seu rosto ficaram muito fiéis ao personagem original em si que daria até para dizer que se não fosse o cabeção ele não seria um Funko Pop. O corpo dele também é muito detalhado e aquela bazuca que ele está segurando deu o toque final ao boneco! Melhor que isso só seria se a bazuca fosse removível.  


    Eu curti muito os detalhes da cabeça dele, como os detalhes da gengiva, os dentes pontudos, olho e os grampos presos na cabeça dele.


    Seu corpo também é bem detalhado, apesar da sua cor predominante ser preta, existem vários detalhes de dobras nas roupas e outros detalhes como as presilhas das roupas que o deixam ainda mais legal.  


    Como dito no começo, o Nemesis é o meu boneco favorito da coleção, e mesmo que ele não fosse, tê-lo na coleção é algo obrigatório para os fãs de Resident Evil e de Funko Pop.
    A única coisa que me chateou com o Nemesis foi o seu tamanho. Apesar dele não ser gigante como o Tyrant ele é um pouco maior que um Pop normal, entrando na mesma escala de tamanho diferenciado, como a de outros Pops como o Cthulhu e a Fera da Bela e a Fera, que são um pouco maiores que os convencionais, mas ainda sim são vendidos como tamanho padrão. Mesmo ele sendo um pouco maior que a Jill e o leon, ainda assim o fato dele não ter o tamanho do Tyrant me chateou um pouco. Tudo bem que no jogo ele não é do tamanho do Tyrant, porém o próximo boneco também não é do tamanho do Tyrant, mas, mesmo assim ganhou uma versão gigante.

HUNTER


   Exclusivo da Gamestop, o Hunter foi de longe o mais difícil de conseguir entre todos os seis bonecos, pois, apesar de ser um lançamento o fato da sua "baixa" popularidade dele somado ao fato dele ser gigante e exclusivo da Gamestop, fazendo com que ele seja bem mais caro que os Pops convencionais fez com que poucas unidades aparecessem para venda por aqui até o presente momento desta postagem, e, as poucas que apareciam custavam mais do que o Tyrant.


    Eu estava muito curioso para tê-lo em mãos, pois, vi muitos comentários de pessoas em grupos de Funko Pop falando que o Hunter era sem graça e que não valia a pena ter ele na coleção. Por isso eu queria realmente dar uma boa olhada nele e ver se era mesmo verdade o que diziam do pobre Hunter.    Agora que eu tenho um Hunter na coleção, eu posso afirmar sem sombra de duvidas que eu discordo de todo mundo que falou mal do Hunter, porque, ele também é de longe um dos personagens mais legais da coleção.


    O Hunter também entrou para a lista de "monstros que deveriam ser nojentos e horrendos, mas, que ficaram fofinhos demais nas mãos da Funko a ponto de você querer dormir abraçado com eles". Mesmo não tendo uma expressão tão amigável como o Licker, o Hunter acaba sim sendo fofinho, mesmo que de um jeito um tanto quanto amedrontador.


    Eu achei que o Hunter é o boneco mais detalhado da coleção juntamente com o Tyrant. Na verdade até diria que ele é mais detalhado que o próprio Tyrant, especialmente por causa dos detalhes nas cores das suas escamas e garras.


    Basta dar uma olhada mais de perto no corpo dele e nas suas garras que dá para perceber como o corpo dele tem uma riqueza de detalhes na pintura e um acabamento excelente na pintura, tanto nas escamas quanto em suas garras.


   Uma das coisas que não curti muito no Hunter foi o fato dele ser um boneco montado quando foi fabricado, pois, dá para ver que seus braços e pés foram colados no corpo, diferente dos outros que já vem o modelo todo pronto. Isso deixou ele com aquelas marcas de articulações no corpo do boneco, o que é um pouco estranho quando você olha para suas mãos e pés, pois, realmente parecem ser articulados. Tudo bem que o Tyrant também tem essas marcas de articulações em seus braços, mas é de longe menos aparente que as marcas que o Hunter tem, principalmente em seus pés.


    Outra coisa que achei muito bizarro no Hunter é o tamanho do boneco. Sabemos que o Hunter é maior que um humano normal, sim, pois dá para ver isso nos jogos, mas, o seu tamanho está totalmente desproporcional ao que realmente deveria ser. Fizeram ele como um Super Sized Pop, ou seja fizeram ele do mesmo tamanho que o Tyrant!


    Se levarmos em consideração que ele está com as pernas dobradas, dá para dizer que o Hunter seria fácil muito mais alto que o Tyrant, se ele ficasse com as pernas retas! Desde quanto o Hunter é um ser tão gigante assim? Falarem que o motivo do Nemesis não ser gigante é porque ele é menor que o Tyrant, até dá para entender, mas enquanto ao Hunter? Como ele pode ser Maior que todos os outros de Resident Evil? 
   A única explicação que consigo pensar para isso é dizer que fizeram ele assim para ser um diferencial a mais, pois ele é um exclusivo da Gamestop e tudo mais. Mesmo assim, deveriam ter dado outro diferencial para ele, como brilhar no escuro ou uma caixa estilizada com sangue igual a de outros exclusivos, ou até mesmo terem escolhido o Nemesis como exclusivo da Gamestop, para que ele ganhasse uma versão Super Sized, e, não fazer um Hunter maior que os chefes principais dos jogos! Chega a ser ridículo deixar ele do lado do Nemesis, pois para quem não conhece Resident Evil é mais fácil achar que o Hunter é um dos chefes do jogo, e, que o Nemesis é só um inimigo normal, pois, levando em conta a diferença de tamanho entre eles é mesmo fácil pensar isso.


    Apesar disso, o Hunter é um dos personagens mais legais da coleção, sim! Dá para colocá-lo facilmente entre os três melhores da coleção (pelo menos na minha lista de top três ele está). Se você comprou todos os outros, menos o Hunter, porque não sabia se ele realmente valia a pena, eu digo para você, compre-o sem medo, e que, vale a pena dar uma chance a esse réptil-humanoide fofinho e tê-lo na coleção. Claro, que só vale a pena se você tiver a oportunidade de achá-lo a um preço razoavelmente pagável de Super Sized Pop e não aqueles valores absurdos de mais de 200 reais que é cobrado em alguns lugares por ele.


    Falando agora no geral a coleção inteira é bacana! Eles literalmente foram feitos de fãs para fãs pela Funko Toys. Todos os personagens estão muito bem detalhados, foram fielmente retratados na suas versões cabeçudas e a escolha de personagens para a coleção foi boa e combina com a temática "Resident Evil Anniversary" que está na caixa dos Pops, pois todos os personagens escolhidos remetem desde os nostálgicos clássicos de Playstation 1 até os jogos mais moderninhos como Resident Evil 4 de Playstation 2, abordando assim toda a era de ouro da franquia Resident Evil.   


    Se você puder ter todos na sua coleção, eu diria que sim, vale muito a pena comprar todos! Porém, caso não possa, tanto por falta de dinheiro quanto por falta de interesse de ter todos, eu diria que ao menos ter o Tyrant, Nemesis e algum dos heróis é algo obrigatório para quem gosta de Resident Evil e de Funkos Pop.
   Na minha opinião, os três melhores desta coleção foram, em primeiro lugar disparado o Nemesis, Seguido do Tyrant em segundo lugar e do Hunter ocupando o terceiro lugar. E se fosse para ter um quarto lugar, acabaria dando ele para o Licker, então, me desculpem Leon e Jill, comigo vocês dois não têm como competir com esses monstrões malvadoes e fofinhos!
  Agora só resta esperar para ver se com o tempo a Funko lançara novos bonecos da franquia, pois, creio que certamente muitos gostariam de ver versões cabeçudas do Albert Wesker, Claire Redfield, Mr. X, Regenerator, ou, até quem sabe uma certa família Baker de um certo jogo de terror que saiu no começo do ano.

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RESIDENT EVIL 7: BIOHAZARD - ANÁLISE


Demorou muito, mas finalmente a Capcom acertou a mão.


     Se tem uma franquia de jogos que passou por altos e baixos, certamente essa franquia é Resident Evil. Durante seus vinte anos de existência essa franquia essa franquia de Survival Horror passou por muitas mudanças, algumas ajudaram ela a se tornar referência no gênero e referência nos jogos e outras fizeram com que o jogo de se tornasse uma referência do que não fazer em um jogo nesse estilo.
     Desde a saída de Shinji Mikami, Resident Evil passou por uma série de mudanças um tanto quanto drásticas, tanto no estilo de jogo quanto na história. Ao mesmo tempo que a Capcom fazia isso, ficava claro que Resident Evil não só estava perdendo sua identidade própria, mas, também que sem Mikami, a Capcom não sabia o que fazer com a franquia, e, esse resultado pode claramente ser visto em todos os títulos seguintes após sua saída, principalmente o Resident Evil 6, que de longe foi o jogo mais fraco da franquia principal.
Após uma leva de jogos medianos e ruins que puxavam mais para ação do que para o terror no decorrer destes seis anos, finalmente a Capcom resolveu rever suas decisões ao longo dos anos e resolveu voltar atrás nas suas decisões, nos trazendo de volta o bom e velho Survivor Horror de volta em Resident Evil 7.


     Resident Evil 7 trás de volta quase tudo o que Resident Evil havia deixado para trás, como, corredores escuros, passagens secretas, segredos, puzzles, dificuldade elevada, escassez  de munição, sentimento de impotência e o fator principal: muitos sustos! Claro que tudo isso sem deixar de inovar, desta vez utilizando um novo estilo de jogo, que faz uso da câmera em primeira pessoa, assim como em jogos de tiros, novos personagens e também várias referências a outros jogos e filmes de terror.
       O jogo conta a história de Ethan Winters que, após descobrir que sua esposa Mia desaparecida há três anos ainda está viva está em uma fazenda em Louisiana, resolve viajar até lá para descobrir se ela realmente está viva, porém, ao chegar lá, Ethan se depara com a fazenda da família Baker, onde Mia está sendo feita refém. Porém, ao chegar lá, Ethan descobre que está lidando com algo muito maior do que um simples sequestro ou desaparecimento e que a família Baker é uma família extremamente perigosa e violenta.


      O primeiro acerto a Capcom em relação ao jogo foi a mudança de personagens principais, algo que, já estava mais do que na hora de acontecer. Não que eu goste de Chris, Leon, Jill e sua turma de agentes especiais altamente treinados, mas, sinceramente já estava cansado de jogar com personagens que enfrentam essas coisas hoje em dia como se fosse um passeio no parque. Certamente ver o jogo na perspectiva de um personagem fraco, sem treino e que nunca passou por algo semelhante em sua vida é muito mais interessante. Eu gosto dos outros personagens, mas sinceramente hoje em dia eu já não aguento mais ser Chris, Leon ou Jill, por esse motivo trazer um personagem novo para mim era algo fundamental para a franquia, tanto para renovar seus ares, quanto para criar uma ambientação de terror diferenciada para o jogo.


     O estilo de câmera também me deixou um pouco assustado no começo, principalmente quando o jogo foi anunciado. Me lembro até hoje de ter dito para um amigo quando vi que o jogo seria em primeira pessoa "Pronto, agora o jogo vai virar um Call of Duty de uma vez", porém, ao contrário do que eu imaginava, o estilo de câmera em primeira pessoa faz com que o clima de terror ficasse muito maior, especialmente pelo fato de que a maioria das coisas que te assustam no jogo chegam por fora do seu campo de visão, fazendo com que você se surpreenda, ou, então chegam bem perto da câmera, causando uma sensação de desespero ainda maior, pois, a única coisa que você quer é tirar aquela coisa de cima de você.
     A câmera em primeira pessoa também ajudou muito o jogo no estilo exploração, pois sem o foco do personagem principal na tela, o jogo deixa mais espaço para o cenário em si, fazendo com que você possa ver todos os detalhes de cada cômodo, explorar cada porta, ver cada livro na prateleira da estante e até mesmo encontrar alguns easter eggs no meio, como o livro escrito pelo Clive O'brien (Personagem de Resident Evil Revelations) em meio as coisas dos Bakers. E isso causa uma imersão ainda maior no jogo. Em suma, A mudança de câmera foi uma ótima sacada por parte da Capcom.


     Resident Evil 7 também retorna com estilo de inventário que lembra muito os jogos antigos da série, inclusive com volta do bom e velho baú para guardar itens. O jogo faz com que você utilize espaços para guardar suas armas, itens e chaves, fazendo com que você tenha que saber gerenciar seus itens para acabar não carregando mais itens do que deve e acabar ficando sem espaço para carregar algum item mais importante como uma chave que serve para abrir alguma porta, fazendo com que você tenha que voltar ao baú para esvaziar o inventário ou ter que descartar algum item em seu inventário que futuramente poderá ser necessário para a sua sobrevivência.
     Além do estilo de inventário antigo em espaços, ele também tem um espaço limitado para uso de armas, fazendo com que você só possa utilizar quatro armas por vez, independentemente do tanto de armas que você tiver ou colocar no seu inventário, e, mesmo após utilizar itens de aumentar o número de espaços do inventário, o número de armas que você pode utilizar ainda continuam em apenas quatro armas. Isso faz com que você tenha que pensar bem antes que escolher que tipo de armamento você vai utilizar em determinadas momentos do jogo, como batalhas com chefes ou momentos em que você está sendo perseguido por membros da família da Baker ou atacado por monstros.
    O jogo também trás volta com o sistema de combinação de itens, só que desta vez o uso desta opção é mais relevante. Ao contrário dos últimos jogos da série que combinar só servia para combinar erva verde com erva vermelha, Resident Evil 7 faz um uso mais contínuo dessa opção, sendo necessário combinar itens que são chamados de "Fluídos químicos" para obter mais munição para suas armas, para usar itens de cura ou para utilizar psicoestimulantes, este último, entra como novidade no jogo, servindo como auxiliar para o Ethan conseguir achar objetos escondidos, como munição, itens e até mesmo chaves. Por isso, em alguns momentos você precisará escolher se você precisa mais de munição ou de um item de cura ou até psicoestimulantes para te ajudar em alguma parte do jogo. 
     Outra novidade fica por conta de um item que serve para separar os itens combinados chamado de "Agente separador", porém, ele é um item muito escasso no jogo, fazendo com que você tenha que utilizá-lo apenas em situações desesperadoras mesmo. 


     Falando em monstros, Resident Evil 7 excluiu totalmente os zumbis de seu repertório. Desta vez temos monstros chamados de "mofados" que lembram um pouco o estilo dos monstros Ooze do Resident Evil Revelations em aparência. Derivados de outra contaminação eles estão presentes em todos os cantos da casa dos Bakers. Na maioria das vezes eles não são problemas, principalmente se você for bom em jogos de tiro e quando eles não te pegam desprevenidos (a não ser que você esteja jogando na dificuldade hospício). Porém, há algumas situações no jogo em que você precisa decidir se vale ou não a pena matá-lo, pois, alguns deles exigem muitos tiros para serem mortos, mesmo você atirando em sua cabeça, fazendo com que você acabe ficando sem munição para poder enfrentar um próximo mofado em um lugar onde você não tem como desviar dele, como em um corredor estreito. Por isso, por mais fácil que a maioria deles sejam é sempre bom você pensar duas vezes antes de sair metendo bala no primeiro mofado que você ver no seu caminho. 


    O sistema de combate segue o mesmo estilo de jogos de tiro comuns, porém, o jogo possui uma quantidade muito menor de armas, sendo que as armas que mais são utilizadas no jogo é a clássica Handgun e a Shotgun. O restante das armas são mais utilizadas para momentos específicos, como batalhas contra chefes ou contra alguns inimigos mais fortes, por isso as outras armas como a Magnum, Lança Granadas e o lança chamas precisam ser utilizados com muita sabedoria, pois a quantidade de munição que você consegue destas armas mais poderosas são contadas nos dedos, e, se você sair gastando elas a esmo, muito antes da metade do jogo você ficará com um monte de armas poderosas que não poderá utilizar para nada, dificultando ainda mais sua vida no decorrer do jogo.
    Uma novidade interessante no sistema de jogo em Resident Evil 7, que pode te salvar de muitas situações perigosas é o botão de bloqueio onde Ethan consegue se defender dos ataques dos inimigos colocando as mãos no rosto para evitar de levar ataques diretos dos inimigos, porém, ainda sim tomando um dano consideravelmente menor. Porém, o botão de defesa não funciona automaticamente quando você aperta, pois, Ethan demora um pouco para se colocar nessa posição, fazendo com que você tenha que se antecipar ao ataque do inimigo para poder bloquear com sucesso.
     Resident Evil 7 possuí muitos segredos, como itens que podem ser usados para desbloquear áreas específicas ou para obter algum tipo de item ou arma e muitos destes itens são para abrir áreas opcionais do jogo, ou seja, é bem capaz de você pegar objetos como um machado de madeira, terminar o jogo e passar batido sem saber para que ele serve. O mesmo acontece com outros itens e chaves, fazendo com que você queira explorar cada pedaço da mansão para descobrir onde usar cada item. O que torna o jogo bem mais interessante nesse quesito de exploração. 
     Além disso, no decorrer do jogo também pode ser encontradas fitas de vídeo que não só auxiliam como complementos da história como também podem servir para te ajudar a resolver puzzles, encontrar certos itens e até mesmo a evitar ser morto de besteira em certas partes do jogo. Isso também foi uma sacada muito inteligente para se colocar no jogo.
    É interessante mencionar que o jogo muda dependendo da dificuldade em que você joga. Por exemplo, quando você joga no nível hospício (Madhouse), os inimigos agem de forma diferenciada e os objetos mudam de lugar. Chaves, armas e itens são colocados em lugares outros lugares do jogo, fazendo com que tudo que você tenha decorado na primeira jogada não sirva para muita coisa. Além disso alguns inimigos agem de forma diferente, como o Jack que se movimenta muito mais rápido pela casa, aparecendo do nada na sua frente quando você pensa que o despistou, quase como se fosse o Jason nos filmes do sexta-feira 13. Isso, faz com que você tenha que explorar novamente a casa de ponta a ponta para encontrar os itens e armas necessárias para avançar no jogo, tornando seu fator de replay muito mais legal, pois jogá-lo em outra dificuldade acaba se tornando uma experiência completamente nova.

  
     Para quem gosta ou é fissurado em filmes de terror, logo de cara vai notar que o jogo bebeu de várias fontes do gênero como "Evil Dead", "Massacre da Serra Elétrica", "Jogos Mortais" e até mesmo "A Bruxa de Blair", onde tem uma cena do jogo que se passa no porão que é igual a cena final do filme, (como pode ser visto na imagem acima). Fora que não tem como deixar de citar os personagens de filmes do Rob Zombie como "O Rejeitados pelo diabo". Basta olhar para o jeito sádico e carismático da família Baker para associá-los na hora as personagens do Rob Zombie.  


     Falando da família Baker, eles literalmente parecem terem saído de um filme do Rob Zombie, pois, são tão sádicos a ponto de você sentir ódio e vontade de matá-los de qualquer jeito e ao mesmo tempo tão carismáticos que você não consegue deixar de não admirar e gostar de todos.
     Cada membro da família Baker tem uma personalidade própria e seu próprio modo de agir no decorrer do jogo, fazendo com que as batalhas contra eles sejam memoráveis e ao mesmo tempo assustadores. Isso sem contar que em alguns momentos você se sente uma sensação de desespero gigantesca quando você abre alguma porta da casa e se depara com Jack ou Marguerite rondando a casa. Nesse momento só te resta duas opções, tentar lutar, desperdiçar munição e acabar morrendo nas mãos deles ou fugir o mais rápido possível, mostrando o quão impotente Ethan pode ser em certos momentos do jogo, como qualquer outra pessoa normal seria em um lugar como esse.
     Do mesmo jeito que Resident Evil 7 utilizou vários filmes de terror como referência, não tem como negar que ele acabou bebendo de outras fontes de filmes de terror como o "Silent Hill P.T" iria utilizar o mesmo esquema de câmera e terror antes de ser cancelado, mas, se você parar para pensar ele também faz referência a outro jogo da série "Silent Hill", pois, a história principal do jogo também lembra muito a de "Silent Hill 2" já que ambos tratam do desaparecimento de sua esposa e da busca pelo marido por ela em meio a um local cheio de bizarrices e monstros. 
      Além disso, Resident Evil 7 também pegou um pouco da franquia "F.E.A.R" em seus jogos. Não tem como não associar Eveline e suas alucinações com cenas do jogo, isso sem contar que F.E.A.R utilizou o sistema de primeira pessoa bem antes que "Silent Hill", podendo até dizer que talvez ele tenha bebido mais nas fontes de "F.E.A.R" do que de "Silent Hill". Em suma, Resident Evil 7 uniu tudo de bom relacionado a terror e misturou em um único jogo de modo satisfatório.


      Claro que nem tudo em Resident Evil 7 é uma maravilha. Por isso, agora vamos falar de alguns problemas presentes no jogo.
      Uma das coisas que mais me chateou no jogo foram os puzzles. Resident Evil sempre foi famoso por Puzzles tão difíceis e complexos, que muitos precisavam apelar para detonados ou explicativos para conseguir resolver algum Puzzle e poder avançar no game. Infelizmente isso não se aplica ao sétimo jogo da franquia, que, conta com Puzzles tão ridículos que é praticamente impossível você não conseguir resolvê-los na primeira tentativa. Isso sem contar que todos eles são iguais! Basicamente consistem em você  utilizar um item especifico na luz da parede para formar a sombra de um objeto. Sinceramente, é mais difícil você encontrar os itens certos para colocar no puzzle do que resolvê-los.       O único puzzle diferente e realmente interessante é a sala de testes do Lucas, pois, para iniciantes o local pode contar com uma surpresa muito desagradável, porém, caso você encontre a fita que mostra a resolução do Puzzle, a única surpresa do jogo acaba indo por água abaixo.
     O que também me incomodou durante o jogo foram os gráficos do jogo. Não que eles estejam feios ou coisa do tipo, eles estão ótimos para os padrões atuais, porém acontecem muitas coisas estranhas no jogo, como cenários ficarem com a imagem borrada e do nada eles irem se formando na sua frente até ficarem visíveis. Um problema que provavelmente se deve a falta de Loads no decorrer do jogo.
    Falando em loads, o jogo só possuí uma tela de load o jogo inteiro e alguns loads em cenas esporádicas como quando você assiste fita de vídeo. Só que, quando falamos load, coloque muita ênfase na palavra LOAD, pois, de longe é um dos loads mais demorados que já vi em jogos. Se bobear ele consegue ter uma tela de load bem maior que a de jogos com cenários gigantescos como "GTA V" e "The Witcher 3". 
      A história, apesar de ser ótima, também acaba sendo um problema, pois, deixa muitos e muitos buracos, e, quando você termina o jogo, você fica com mais perguntas do que com respostas, e,  todas elas vão ser resolvidas advinha de que maneira? Via DLC, é claro! Isso deixa uma sensação de que os produtores do jogo fizeram isso de propósito para termos que gastar mais dinheiro comprando as DLCS para obtermos algumas respostas para as nossas perguntas da trama principal, o que é uma grande sacanagem por parte da Capcom. Principalmente quando o Seasson Pass custa quase metade do valor do jogo (R$ 91,90 para ser mais exato).
      Ethan também pode ser considerado um problema, já que, ele não é o tipo de personagem que esbanja carisma nem um personagem que faz com que você tenha alguma ligação, pelo contrário! Ethan Winters é praticamente um avatar controlado por você que não possui uma personalidade definida e nem muitas falas no decorrer do jogo. Na verdade dá para contar nos dedos o número de vezes que ele fala no decorrer do jogo, fazendo com que o espetáculo de atuação e carisma acabe ficando por conta dos outros personagens como a família Baker, Mia e até mesmo Eveline, enquanto Ethan acaba tendo o papel mais de espectador controlável da trama do que de personagem principal. Creio que os produtores fizeram isso de propósito, para que o jogador tivesse maior imersão no jogo, porém a execução acabou não sendo tão boa assim, fazendo com que o personagem não seja nada além de um avatar controlável para o jogador, tão sem carisma e sem importância que quando o jogo acaba você está mais preocupado em saber o que aconteceu com os outros personagens do que com Ethan.
       O final do jogo também foi algo muito fraco! Após várias batalhas incríveis com os membros da família Baker, ver um chefe final do qual você nem sequer precisa lutar com ele para ser derrotado é algo bem decepcionante, principalmente pelo fato das batalhas finais sempre serem os ápices de quase todos os jogos da franquia Resident Evil.  


    Não tem como negar que novamente a Capcom conseguiu se reinventar com a franquia e o mesmo tempo trazer de volta o verdadeiro Survival Horror, com direito a vilões carismáticos, muita violência, e alguns sustos inesperados, Resident Evil 7 é de longe um dos melhores jogos de 2017 e certamente o melhor jogo que leva o nome Resident Evil nos últimos sete anos.
    Resident Evil 7 é uma experiência obrigatória não só para todos os fãs da franquia como também para fãs de filmes e jogos de terror em geral. Agora só nos resta esperar e ver o que nos aguarda nas futuras DLCs que a capcom vai liberar para responder as várias pontas que ficaram soltas. 
    Minha nota pessoal para ele é um merecido 9,0 e também um lugar no meu coração como um dos meus jogos favoritos da franquia Resident Evil. 

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