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REPETECO - REVIEW DO QUADRINHO


     Quase dois anos após seu lançamento nos Estados Unidos pela Ballantine Books, finalmente temos aqui no Brasil a versão brasileira do "seconds" de Bryan lee O'Malley, o criador daquele sucesso estrondoso chamado de Scott Pilgrim. Aqui no Brasil ele ganhou o nome de "Repeteco" e também está pelo mesmo selo do Scott Pilgrim da Companhia das letras (Quadrinhos na Cia).
      A HQ segue um pouco a mesma linha que O'Malley utilizou em Scott Pilgrim, porém com bem menos referências a cultura pop e nerd, porém com uma história tão viajada e divertida quanto Scott Pilgrim e até digamos com uma história um pouco mais ousada.
       Antes de entrarmos em mais detalhes da edição Brasileira da "Seconds" vamos dar uma conferida no material.


      A Quadrinhos na Cia Caprichou nessa edição! Comparada ao Scott Pilgrim, Repeteco está 100% melhor e bem trabalhada. Apesar de novamente dizer que não sou fã de quadrinhos publicados em formatos de livros, não tem como negar que essa edição de Repeteco ficou bem estilosa e caprichada, não ficou tão caprichada como outros títulos deles como "Bob Cuspe" de Angeli ou "Nova York" de Will Eisner, porém não perde em nada em qualidade para outros títulos como "Maus"  de Art Spigelman e  "Persépolis" de Marjane Satrapi.
     

    Umas das coisas  que mais me agradou nele foi o seu tamanho e seu formato um pouco mais quadrado, como pode ser visto na imagem acima. Comparado ao Scott Pilgrim, Repeteco tem uns dois/três dedos de diferença de tamanho tanto para cima quanto para os lados que o Scott Pilgrim (vai depender dos seus dedos). 
      Pessoalmente falando esse formato me agradou bastante e combinou bastante, toda vez que olho para o formato dele e o número de páginas que ele tem me lembra títulos como "It a coisa" ou até mesmo aquela coleção de 1001 antes de morrer e esse formato de livro me agrada bastante, mesmo se tratando de um quadrinho. 


      O papel adotado não é aquele geralmente adotado em encadernados, mas sim aquele mesmo papel branco que muitas pessoas não gostam. Porém, ele não tira em nada o brilho da edição e até ouso dizer que ele combina muito mais com o formato dele que tem mais cara de livro do que combinaria se ele viesse naquele mesmo papel de quadrinhos encadernados, fora que também  tem o fator do número de páginas (que são 336 páginas). Publicá-lo em um papel que utilizados em encadernados de quadrinhos iria encarecer muito o material, tornando algo um tanto inviável tanto para editora quanto para os consumidores. Eu mesmo não conseguiria imaginar ele com aquele tipo de papel, simplesmente não combinaria com o estilo do quadrinho e da edição em si.
     A tradução do nome também é algo que preciso comentar. Adaptar "Seconds" (que é o nome do título e do restaurante em Inglês) para "Repeteco" também foi uma ótima sacada do tradutor Érico Assis (ele também traduziu Scott Pilgrim). Antes de ler admito que estranhei um pouco a tradução do nome para algo que não tinha nada a ver com o título original, mas quando entendi o motivo, durante a leitura, percebi que foi uma ótima escolha para adaptação do título em Português, pois, ele cai muito bem com o conteúdo da história.
     Por fim tenho que dizer que finalmente o Bryan Lee O'Malley tomou vergonha na cara e contratou um colorista para Repeteco, o que deixou o quadrinho muito mais bonito  e apresentável, deixando ele como uma cara de desenho animado, o que eu curti muito. Sem contar que foi uma bola dentro, já, que, na minha opinião foi um erro O'Malley ter feito Scott Pilgrim todo em preto e branco, pois apesar do seu estilo puxado para o mangá, simplesmente não ficava legal em preto e branco, e, isso ficava ainda mais evidente quando tínhamos edições onde as primeiras páginas eram coloridas nas versões em inglês. Ver aquilo só me deixava chateado e ainda mais certo de que o Scott Pilgrim deveria ter sido lançado todo colorido.  E o que reforça ainda mais o que digo sobre esse assunto foi que depois de um tempo o próprio O'Malley voltou atrás, e relançou as edições do Scott Pilgrim em uma versão toda colorida, que, diga-se de passagem ficou uma lindeza sem tamanho.



    Repeteco conta a história de Katie Clay, uma Chef de cozinha de um restaurante chamado Repeteco. Assim como todas as pessoas normais, Katie tem problemas pessoais em sua que a chateiam, como o fato dela não se sentir mais a vontade com seu trabalho de chef no Repeteco e querer montar seu próprio restaurante, porém sempre acontecem coisas que a impedem de concretizar esse sonho, como falta de dinheiro para arcar as despesas, ter escolhido um péssimo lugar para fazer uma reforma e transformar em seu novo restaurante (ele estava mais acabado do que ela imaginava). Fora isso, ela tem problemas com seu ex-namorado, Max, pois, apesar deles terem terminado há muitos anos atrás, ela ainda sente uma atração por Max e ela sabe que ele também sente o mesmo por ela, mas ambos não sabem como se expressarem e acabam sempre entrando em atrito quando estão juntos, fazendo com que ao invés de Katie se abrir com Max, ela acabe caindo nos braços do aprendiz de cozinha Andrew como se fosse sua válvula de escape, para fugir de tentar um novo relacionamento com Max.
      Por causa de uma distração de Katie com Andrew na cozinha, uma de suas funcionárias, Hazel, acaba se machucando com óleo quente, queimando suas duas mãos. Por causa dessa distração, Katie começa a se culpar por ter sido indiretamente responsável pelo acidente na cozinha. 
Ainda se sentindo culpada em casa, enquanto  mexia na gaveta da sua cômoda, Katie encontra uma caderneta intitulada de "meus erros" com as seguintes informações dentro: Anotar o que você fez de errado, comer um cogumelo que estava junto com a caderneta, dormir e acordar renovada. Apesar de não colocar muita fé, Katie acaba escrevendo no caderno que ela não devia ter ficado com Andrew no horário de trabalho  e come o cogumelo e vai dormir. E, ao fazer isso é ai que a história mostra seu rumo.
       Toda a vez que Katie faz isso ela altera o passado, ou seja, a partir do momento que ela escreveu que não deveria ter ficado com Andrew no horário de trabalho, nenhum deles acabou se distraindo e sua funcionária Hazel não se machucou. Tudo o que tinha acontecido na noite anterior acabou tomando outro rumo graças a esse cogumelo mágico.
       A história tem aquela premissa de efeito borboleta, onde Katie tem a possibilidade voltar atrás e consertar seus erros do passado, mas, ao fazer isso ela apenas bagunça ainda mais o presente onde ela vive, com um diferencial da história inteira girar em torno do restaurante onde ela trabalha e mora, e, também pelo fato de Katie só conseguir mudar as coisas que aconteceram dentro do restaurante Repeteco, ou seja, ela não pode mudar exatamente tudo que aconteceu na sua vida, apenas coisas que ocorrem dentro do Repeteco.


     Com Katie acabando com todo o presente, uma personagem misteriosa que aparece desde o começo do quadrinho aparece para tentar impedir Katie de continuar mudando o passado. Chamada de Lis, que é o espirito do lar de Katie (no caso o Repeteco), que vive dentro da cômoda onde ela achou o cogumelo mágico e a caderneta que sempre tenta avisá-la que o que ela está fazendo é errado e que ela precisa parar, mas é óbvio que Katie não ouve continua fazendo suas retificações no tempo, algumas que fazem sentido para ela, como voltar para o seu antigo namorado Max, escolher outro local para montar seu restaurante novo e outra que quando você vê simplesmente para e pensa, "que idiotice foi essa?". Se você tivesse catorze chances mudar algo que você fez no passado, você gastaria uma dessas oportunidades para impedir você mesmo de não ficar acordado até tarde vendo série, sendo que a única coisa que isso te afetou foi que você ficou com sono do dia inteiro?
      Repeteco é um quadrinho bem no estilo filme Sessão da Tarde, pois tanto em um filme da Sessão da Tarde quanto em Repeteco você já sabe como a história funciona e como ela vai acabar, mas, mesmo assim você quer ver até o final, fica satisfeito com a história e ainda de quebra você se diverte bastante.
      O estilo de Bryan Lee O'Malley, na minha opinião, está ainda mais bonito do que no Scott Pilgrim por algumas sutis mudança de arte, como a mudança dos olhos para um estilo muito mais parecido com mangá. Os rostos dos personagens também estão com mudanças sutis que fizeram uma boa diferença. O'Malley também parou de fazer aqueles quadros mais "desleixados", com traços todos cagados e tortos ou com muita falta de detalhes nos personagens e cenários, que pareciam ter sidos desenhados de qualquer jeito apenas para preencher aquele quadro especifico. Claro, que esses "desleixos" acontecem em Repeteco, mas é uma frequência muito menor que acontecia em Scott Pilgrim. E, novamente citando...por ele ser colorido!



      Repeteco é um quadrinho bem legal, apesar de ser uma história manjada e bastante explorada, não deixa de ser uma boa história para se divertir. Katie e seus amigos são ótimos personagens com conflitos próprios e personalidades muito bem trabalhadas. Simplesmente não tem como não gostar da Katie e até mesmo se identificar com seus problemas pessoais. Em suma, Repeteco passa aquela típica mensagem de que tudo vai acontecer no seu devido tempo e se algo não aconteceu é porque não era para acontecer naquele momento especifico da sua vida. 
     Ele pode até não estar no mesmo nível de Scott Pilgrim no quesito história (até creio que Scott Pilgrim será aquela obra, que vai ficar preso ao O'Malley pelo resto da sua vida como seu melhor quadrinho, independentemente, do que ele faça), mas certamente não deixa em nada a desejar.
     No quesito de quadrinhos lançados em Outubro certamente ele é um dos melhores. Muito melhor que muito lançamento da Marvel e DC. Vale muito a pena dar uma conferida no quadrinho.

     Por fim queria deixar alguns Easter Eggs do Scott Pilgrim que o O'Malley espalhou no Repeteco:


Stephen Stills e Joseph.



Lisa Miller.



Knives Chau.



Bolsa da Ramona Flowers.


Scott Pilgrim e Ramona Flowers.



E, terminando com chave de ouro, a minha referência favorita... PÃO ENGORDA?


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A CENTOPÉIA HUMANA 3 (FINAL SEQUENCE) - REVIEW


100%  Politicamente incorreto e 100%  mais fraco que os anteriores. 

     Em meados de 2010 quando eu fiz a minha review do primeiro filme da franquia Centopéia Humana (não leu? Clica AQUI e leia) nunca imaginei que um filme Trash como esse iria tão longe. E quem diria, eu estava mesmo redondamente enganado, pois logo em seguida em 2011 lá estava eu fazendo a review do do segundo filme desta controversa saga criada por Tom Six (caso queira conferir também, basta clicar AQUI). E, hoje, em 2016, seis anos após a minha primeira review desta franquia, aqui estou eu de novo para uma review do terceiro (até agora o último) capítulo desta infame, porém genial franquia, A Centopéia Humana 3 (The Human Centipede  3 (Final Sequence).
       Se você leu minhas reviews dos dois últimos filmes, saberá que a Centopéia Humana é um filme que eu gosto bastante, pois, apesar de ser nojento, gore e muito trash, ele ainda sim é um filme muito bem construído, com vilões tão doentios que chegam a ser extremamente carismáticos e também pelo fato de hoje em dia ele ser um dos poucos filmes voltado para o terror que não vem com a intenção de agradar o público e nem de dar sustinhos bobos, mas sim com a intenção de chocar quem assiste o filme. E, na minha opinião, isso é o que o torna uma filme bom!
       O terceiro filme se passa em uma realidade onde o primeiro e o segundo filme são apenas filmes, assim, excluindo todos os acontecimentos do primeiro e segundo filmes, pois eles só aconteceram nos filmes. E, assim como acontece no segundo filme, o primeiro e segundo filmes da franquia servirão de inspiração para os malucos criarem a sua própria Centopéia humana no terceiro filme, só que desta vez em uma cadeia com centenas de bandidos!


        Como tudo o que aconteceu nos dois primeiros filmes não aconteceu de verdade, o terceiro filme acaba trazendo de volta Dieter Laser e Laurence Robert Harvey (O médico do primeiro filme e o gordinho com cara de maluco do segundo filme) como os vilões sádicos e malucos chamados Bill Boss e Dwight Butler, que trabalham em uma penitenciária no terceiro filme. Ao que parece apenas os dois atores têm coragem de permanecer na franquia (ou então foi por própria escolha do Tom Six).
     Independentemente do motivo deles terem sidos reciclados é preciso admitir que o Tom Six acertou em cheio em trazer Dieter Laser de volta a franquia, pois, ele de longe é um excelente ator, tanto é que o destaque do primeiro filme inteiro é todinho para ele, tanto é que isso lhe rendeu DOIS prêmios como melhor ator no primeiro filme. E no papel de Bill Boss ele não deixa em nada a a desejar na sua atuação como diretor de um presídio.
      Voltando a história do filme: Inspirado pelos filmes, Dwight tenta convencer seu chefe Bill Boss a utilizar o filme como inspiração para punir seus detentos, pois, todos os métodos de punição de Bill (que vão desde quebrar o braço, arrancar os testículos até queimar o rosto de seus detentos), não estão mais sendo eficazes para manter o controle dos presos em sua penitenciária, e com o emprego em jogo, Bill boss precisa encontrar um meio de conseguir controlar sua penitenciária antes que ele acabe sendo demitido. Então, desesperado por retomar o controle da sua penitenciária, ele acaba cedendo e pondo em pratica a ideia doentia de seu amigo Dwight em fazer uma Centopéia Humana com os detentos para conseguir colocá-los na linha.


     A premissa do filme apesar de bobinha, ela funciona bem para o desenvolvimento do filme, mas, no geral o filme não consegue manter o mesmo nível dos dois anteriores, ficando bastante aquém, graças a muitas cenas sem sentido, cenas com momentos que tentam ser de humor, mas acabam falhando miseravelmente a ponto de você ficar pensando "qual foi o sentido disso?".  Um bom exemplo são os ataques de fúria do Bill Boss (que acontecem com muita frequência) onde ele começa a gritar, falar palavrões, e fazer coisas completamente estúpidas, como por exemplo ficar gritando dentro de uma lata de lixo, fazendo obscenidades com a porta, com a secretária, com os outros personagens e muitas outras coisas aleatórias que você percebe que estão ali para tentarem dar um pouco de humor no filme, mas que não são nem um pouco engraçadas, na verdade são estúpidas e mesmo com o Dieter Laser dando seu máximo para realizar a sua cena, pois, sinceramente, nunca vi alguém na sua idade, (74 anos) gritando ou fazendo tantas obscenidades com o vigor de um jovem de 25 anos como ele faz nesse filme, porém, mesmo com sua atuação isso acaba se tornando muito cansativo de se ver, principalmente quando você vê que isso era para ser algo engraçado.


    Quando ele não está tentando ser engraçado, ele novamente mostra o porquê de ainda estar na franquia, ele é igualmente doentio, violento e destrutivo quanto ele era no primeiro filme, ou até pior! com cenas que realmente pegam pesado com que está assistindo o filme, como ele arrancar os testículos de um dos prisioneiros, e esfregar o sangue dele no seu próprio rosto enquanto grita de modo frenético. Todas as cenas envolvendo violência nesse filme estão tão chocantes quanto a do segundo filme, como um adicional a mais, ele é colorido, ao contrário do segundo, então, prepare-se para cenas extremamente violentas e chocantes, só que desta vez colorido!


    A atuação de Laurence Robert Harvey como Dwight também não está de todo mal, Infelizmente seu papel não chega nem perto de ser tão memorável  quanto a sua atuação como Martin Lomax no segundo filme. Creio que o forte dele não seja atuar como um personagem normal ou personagem de apoio do personagem principal, como ele acabou ficando no papel de Dwight e sim como um maluco psicótico potencialmente perigoso.
    Uma das coisas que eu não gostei foi não terem dado tanto destaque para a Centopéia Humana em si, pois, ao contrário dos outros filmes, ela demora muito para acontecer. A Centopéia Humana só aparece  por uns 6/7 minutos e com quase 20 minutos para acabar o filme! Como se não bastasse, praticamente não trás nada do sentimento de horror de estar grudado com a boca na bunda de alguém que os outros filmes traziam. Até parece que Tom Six estava tão distraído com cenas obscenas aleatórias, violência gratuita de primeira e com ele tentando fazer uma ponto no filme fazendo o papel dele mesmo... Sim, ele aparece no filme fazendo o papel dele mesmo (de dois filmes primeiros filmes) para ajudar Dwight e Bill Boss a criar uma Centopéia Humana na Cadeia, que para mim, ele quase acabou esquecendo do fator principal que leva dá nome ao filme: A CENTOPÉIA HUMANA!


    Sério! A atração principal do filme só está lá por estar, pois no fim das contas ela não serve para nada. Não tem nada durante a cena da Centopéia Humana que te faça sentir asco, ou ficar chocado como aconteceu com os outros filmes. Sem cocô escorrendo pela boca um do outro, sem gente tentando escapar rasgando a própria boca, sem masturbação de tanta excitação por se ver uma Centopéia Humana, simplesmente nada! 
    Tom Six deve ter achado que só o fato de ter uma Centopéia Humana com quinhentas pessoas já seria motivo o suficiente para chocar o público, porém não é. E novamente temos outras tentativas de humor que são dispensável durante essa cena da Centopéia Humana que te faz pensar "Que cena mais inútil".
    Como se não bastasse esse tamanho fiasco, eles ainda me inventam de fazer a "Largarta Humana" com o prisioneiros mais perigosos da cadeia e os condenados a morte, colocando-os em um destino pior do que ficar sentado esperando a morte.


    Sério? Pra quê?? Isso era realmente necessário? Isso foi uma tentativa patética de tentar chocar o público, pois convenhamos, quem já assistiu ao primeiro e segundo filme não tem nada demais nisso que faça com que você sinta nojo, medo ou aflição pelos personagens presos um no outro. Muito pelo contrário, a única coisa que você faz é olhar para os lados na tentativa de tentar algo mais interessante para acabar com o tédio dessa cena.
    Para terminar de enterrar o filme (principalmente nos Estados Unidos), Tom Six ainda ironiza o país e suas medidas um tanto quanto violentas e inumanas com seus prisioneiros e faz com que eles queiram adotar a ideia da Centopéia Humana como modo de punição em todas as cadeias dos Estados Unidos. E um dos personagens que vai concorrer a presidência dos Estados Unidos, após aprovar esse método, ainda diz que quando ele vai conseguir virar presidente do país fácil quando ele apresentar essa proposta de governo para os seus aliados e para o povo americano. Ou seja, Tom Six disse na cara dura que os americanos não passam de pessoas violentas sedentas por sangue que votariam em qualquer maluco que disse que matar pessoas, e prendê-las um pelo ânus do outro é a coisa certa e que isso faz parte do jeito americano de ser. E como a Centopéia Humana não é South Park da vida... já sabe né? Foi extremamente bombado  pelo público geral nos Estados Unidos.   


     No geral, Centopéia Humana 3 não é um filme de todo mal, se você gosta de muito gore vai se divertir pra caramba com o filme, porém, se comparado a seus anteriores ele é um filme muito mais fraco, sem graça e até ouso dizer que é uma continuação desnecessária, ainda mais para se fechar a franquia. Ele está muito longe de passar os mesmos sentimentos de terror e asco que os dois filmes anteriores conseguiram passar com sucesso. Uma das poucas coisas que salva o filme é a atuação de Dieter Laser, mostrando que mesmo o filme sendo fraco, não tem tempo ruim para sua atuação.
      Tom Six tentou fazer um filme mais chocante e politicamente incorreto, mas falhou miseravelmente nessa missão, sendo assim a minha nota final para esse filme em uma escala de 0 a 1 seria um 5, pois apesar de ser bem sem graça, as cenas de gore, e o excesso de violência gratuita ainda sim são o suficiente para fazer valer a pena uma conferida se você é fã do gênero trash. 
     Bem, é isso! Finalmente agora sim meu dever de fazer a review de todos os filmes desta franquia esta cumprido! Também posso seguramente dizer que o meu favorito é de longe o Centopéia Humana 2 (full Sequence). E você, qual é o seu filme favorito da franquia Centopéia Humana?

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VAMOS FALAR SOBRE O CLUBE DA LUTA 2.



     O que dizer de Clube da Luta?  Pessoalmente falando, tanto o filme quanto o livro Clube da Luta estão facilmente entre os meus top 3 filmes/livros favoritos. Acho que é impossível não se encantar com toda a loucura  destrutiva e filosófica de Tyler Durden. Ele é um personagem que joga na sua cara que o mundo é uma merda que tudo que você vê na televisão não é verdade, que se esforçar não é o suficiente para você se tornar alguém importante na vida e tudo mais. Sua revolta com o mundo atual é algo que faz com que você acabe se identificando com sua filosofia de vida e passe a questionar coisas do seu cotidiano. Clube da luta na minha opinião é literalmente um "soco na mente" como é descrito na capa de uma das versões do filme.
     Apesar disso, Clube da Luta foi um daqueles livros e filmes que estavam muito a frente de seu tempo, com sua temática mais pesada voltada para anarquismo e niilismo, fazendo com que tanto o livro escrito por Chuck Palahniuk (sim, ele foi lançado em livro primeiro) quanto o filme fossem malhados pela critica nos anos 90/2000.
     Com o passar do tempo, as ideias postas no filme começaram a ser digamos, "entendida" pelo público, mostrando que o Clube da Luta não é uma obra somente sobre um cara com dupla personalidade que resolve juntar uma galera para sair na porrada sem perder a amizade, mas sim uma obra que faz criticas sociais, ao consumismo e ao jeito como agimos para sermos aceitos pela sociedade fez com que tanto o filme quanto o livro acabassem se tornando obras cults e também responsável por moldar a cabeça de jovens e adultos em todo o mundo (tanto aqueles que entenderam a história do livro/filme quanto aqueles que pensaram que pensaram que seria legal fazer um clube da luta de verdade no fundo do seu quintal ou academia). Em suma, Clube da Luta é uma obra formadora de opinião.
       Agora, o que podemos esperar de uma continuação de uma obra tão "aclamada" após 20 anos que foi lançada desta vez em formato de graphic novel pela Dark Horse nos Estados Unidos e pela Leya aqui no Brasil? É o que vamos ver agora:




     Primeiramente vamos falar da aparência dela. Eu pessoalmente achei o trabalho que a Leya teve com o livro muito bom, a capa além de ser muito legal, ela tem alto relevo nos Band-aids e no título da capa. O material interno também é de primeira, não fica devendo em nada para quadrinhos de luxo publicados pela Panini. Porém o formato  de " cara de livro, livro mesmo" que a Leya decidiu lançar o Clube da Luta 2 é o fator que mais me incomoda nessa versão. Tudo bem que muitas editoras lançam quadrinhos nesse formato de livro normal (como a Companhia das Letras, Fundamento e até a Devir), mas, pessoalmente esperava que ele fosse ao menos lançado em formato americano, assim como no original pela Dark Horse, porém ela é um formato de livro normal mesmo com diferença de  talvez uns 5 centímetros  a mais de altura do que do primeiro livro, que também foi lançado pela Leya.


     Enquanto o roteiro fica por conta do Chuck Palahniuk (óbvio) A arte fica por conta de Cameron Stewart (que foi escolhido a dedo pelo Palahniuk). Muitos reclamaram o estilo de arte dele ser um tanto mais cartunesco e não ter caído bem com o estilo Clube da Luta, porém eu mesmo gostei do estilo de arte e achei que caiu bem com ela. Sem contar que o estilo dele é bem a cara dos quadrinhos da Dark Horse, que costumam sempre serem mais estilizados. Então, eu não acho que o estilo de arte ficou ruim, pra ela não só é excelente como também ficou bem a cara visual da editora. 
    As capas ficaram a Cargo de David Mack, que já fez capas do Demolidor, Alias, Buffy e mais alguns outros. 









     Suas capas pintadas além de serem belíssimas conseguem retratar muito bem o sentimento que o Clube da Luta passa para os leitores. Porém, outra reclamação que tenho sobre a edição da Leya são as faltas das capas alternativas feitas pelo Cameron Stewart, que não ganharam nem sequer um espacinho em uma sessão de galeria de capas que a Leya deveria ter colocado nessa edição. 
     Por fim, a edição acompanha um poster com as regras do Clube da Luta:


       Um poster que por sinal é MUITO fuleiro!! Não sei como eles têm coragem de colocar isso como um adicional para te fazer comprar o livro, porque ele não tem nada de legal! não tem como pôr na parede porque ele é todo dobrado e mesmo se desse, qual seria a graça de colocar isso na parede? Não seria mais interessante um poster com alguma das capas ou alguma arte do Clube da Luta?
No quesito estético, posso dizer que o Clube da Luta está bonito, e no quesito livro/quadrinho
está muito acima da média da maioria das outras editoras que publicam quadrinhos nesse estilo.
      
          Agora vamos ao que interessa, qual é a história do Clube da Luta 2?
      
      A história se passa 10 anos depois do primeiro Clube da Luta, onde o narrador (que a propósito se chama Sebastian), está casado com a Marla, e tem um filho chamado Júnior. O Tyler Durden já não o atormenta mais, por causa das altas doses de medicação que Sebastian toma para manter Tyler sob controle. Marla, porém, cansada dessa vida pacata, decide trocar os remédios de seu marido por açúcar para que o Tyler Durden possa voltar para lhe dar uma noite de sexo e doideiras, que era o que ela estava acostumada a fazer antes de se casar. E é ai que a coisa fica feia! Pois, a primeira coisa que Tyler faz, é sequestrar o filho de Sebastian e Marla para poder usá-lo contra eles.


        De volta ao comando do corpo de Sebastian, Tyler Durden mostra que o Projeto Ordem e Destruição é apenas a ponta do Iceberg do que ele e seus seguidores pretendem fazer, pois o seu próximo passo agora é o mundo inteiro. E, novamente cabe ao Sebastian impedir a si mesmo de destruir tudo e salvar o seu filho. E como fazer isso? Bem, voltando a ser Tyler Durden, e voltar a frequentar o Clube da Luta, o Projeto Ordem e Destruição e tudo mais, enquanto Marla se junta com seus amigos do grupo de apoio que por sinal são HACKERS para encontrar a localização do seu filho e ir resgatá-lo  
        A história é praticamente essa, porém há muito mais coisa de plano de fundo por trás da história, pois se você conhece o Palahniuk, sabe que não tem limites para a loucura dele quando está escrevendo. Especialmente quando você consegue entender a quebra de quarta parede que ele faz no decorrer do quadrinho e entende que o quadrinho é muito mais do que a história de Sebastian tentando resgatar seu filho das mãos de Tyler Durden, mas sim uma piada muito bem elaborada (dependo do ponto de vista, na verdade não é não) utilizando os fãs e os "fãs" e aqueles que só viram o filme e não leram o livro e querem dar pitaco no quadrinho (sim, Palahniuk zoa com quem só viu o filme) como massa de manobra para chegar a uma conclusão que vai te fazer achar tudo isso incrível, ou tudo isso uma baita de uma porcaria.
       

       Sem contar a citação que Palahniuk faz a Neil Gaiman no quadrinho, falando que ele pode fazer um mapa de onde ele mora para os fãs de quadrinhos revoltados com o Clube da Luta 2 na porta de sua casa. 
       A história em si é meio confuso a principio, e demora um pouco para você conseguir se situar no quadrinho, principalmente se você não leu o livro, pois, apesar do livro ter pouca diferença do filme, há um detalhe no livro talvez faça toda a diferença para o entendimento final do Clube da Luta 2, que é o final! Sim, amiguinhos, o final do livro Clube da Luta não é o mesmo final do filme. E é ai que o Palahniuk faz piada com aquele pessoal que só viu o filme e não conseguiu entender a continuação e mostra que toda a confusão da história foi milimetricamente elaborada pela sua cabecinha doida para no fim zoar com a sua cara e dizer que o Tyler Durden é aquele tipo de cria que se tornou muito maior do que o seu criador e ponto dele mesmo tomar o controle da história para si próprio.
      A história em si é bem legal, claro que está muito aquém do Clube da Luta original, pois ele acabou se tornando mais um quadrinho de ação com muita metalinguística escondido dentro dele, e não algo que te faz questionar o mundo a sua volta ou o seu modo de agir perante a sociedade e nem passa uma mensagem forte como o primeiro livro, porém você acaba percebendo que ele ser aquém ao original era mesmo a intenção de Palahniuk  desde o início ao escrever o Clube da Luta 2, pois ele com certeza já sabia que independente do que ele fizesse sempre alguém (ou todo mundo) falaria que a continuação é um lixo, que não deveria existir e coisas do tipo. Talvez por isso ele tenha optado por um desfecho um tanto quanto inusitado, como foi o Clube da Luta 2.
        O interessante do quadrinho é que ele explica a origem do seu distúrbio de dupla personalidade que faz com que Sebastian se torne Tyler Durden e mostra que ele não é o único membro da sua família que passa por essa síndrome de dupla personalidade, e que Tyler Durden já está na sua vida a muito mais tempo do que ele imaginava. Ele também explora um pouco mais o passado do Sebastian, mostrando alguns dos seus traumas de infância e também com o Tyler Durden começou a tomar contar de sua personalidade, e isso é explorado de uma forma bem legal no decorrer do quadrinho.
       Uma das coisas que eu não gostei no quadrinho foi a ideia de Palahniuk ter colocado a Marla como uma personagem mais ativa e de ação, algo que eu não acho que combina com a personagem, pois ela sempre teve o papel de ser o ponto de equilíbrio do Sebastian, e colocá-la como personagem mais da ação acabou forçando demais a barra de uma personagem que não serve para isso.



      Outra coisa que não me agradou é essa história de ficar trazendo gente que morreu de volta a trama ressuscitado. Não satisfeito com um personagem, Palahniuk trás logo dois personagens que morreram no primeiro livro (ou filme) de volta para o quadrinho, um deles até tem uma explicação plausível para estar de volta, mas o outro só está de volta para complementar ainda mais a zoeira do Palahniuk com os leitores, pois no começo ele só serve para te deixar ainda mais perdido na história sobre como ele está vivo, e no fim, ele acaba se encaixando na história no final para explicar tudo sobre o final.
     Conforme você lê o Clube da Luta 2, você se sente como se estivesse em uma viagem de remédios do personagem principal, dando uma alusão de que talvez tudo isso possa ser só uma viagem causada pelo efeito dos remédios que o Sebastian toma, pois em quase todas as páginas podemos ver pilulas, comprimidos e todo o tipo de remédio espalhado pelo nos quadros ou até mesmo no lugar onde deveriam estar outros personagens, o que novamente te faz ficar completamente confuso sobre o desenrolar da história, mas que acaba fazendo todo o sentido depois (como todo o resto do quadrinho).


      No fim das contas, Clube da Luta 2 é bom? Sim, Clube da Luta 2 é um quadrinho bem legal, e que também acaba cumprindo a função de te dar um soco na mente, mas, não da mesma forma que o primeiro, é claro, porém de um modo que quando você chega ao entendimento do quadrinho você se sente abalado e chocado com ele. Claro que eu não vou dizer que é algo indispensável para quem gosta de Clube da Luta, porque ele não é, já que ele se trata mais do Chuck Palahniuk extravasando sua frustração (ou não) sobre como Tyler Durden e o seu Clube da Luta se tornaram algo maior que ele próprio poderia imaginar, então não é algo para quem apenas gosta do Clube da Luta, mas sim para quem gosta das obras em geral do Palahniuk, pois em muitos quesitos ele lembra mais outros títulos escritos por ele do que o Clube da Luta original de todos amamos, porém, já é alguma coisa legal para podermos matar saudades de Tyler Durden, Marla Singer e Sebastian(??)
     Por enquanto Clube da Luta 2 está a venda exclusivamente pelo site da Submarino (não sei porque diabos a Leya fez essa besteira), mas creio que em breve esse contrato de exclusividade vai acabar, então, se você quer ler mas não é algo que você faz muita questão, recomendo pegá-lo apenas quando ele perder a exclusividade do Submarino ou então quando ele estiver em uma boa promoção pelo mesmo, pois, os R$ 59,90 cobrados por ele não valem a pena. Mesmo ela sendo uma edição bem trabalhada e caprichosa, ela simplesmente não deveria custar muito mais que um valor entre R$ 39,90 e R$ 45,00 reais. Então, se o Clube da Luta não é algo que você realmente queira ler logo de cara, aguarde um pouco mais para comprá-lo.



REVIEW BÔNUS!


    Ainda falando de Clube da Luta, gostaria de fazer uma rápida review da edição especial do Clube da Luta para colecionadores também publicado pela Leya.


    O livro vem dentro de uma caixa de papelão preta, algo que já dá uma ótima presença para a qualidade do material.


    O conteúdo vem um livro do Clube da Luta com uma capa dura com uma arte exclusiva desenhada por Fábio Oliveira e um chaveiro de soco inglês de metal.


    Chaveiro é bem legal, porém não acho que um soco inglês tenha muito a ver com o Clube da Luta, sempre que olho para ele penso que seria mais legal um chaveiro em formato do sabonete do Clube da Luta, mas ainda sim não deixa de ser legal esse chaveiro.



       A edição conta com os dois personagens principais, Tyler Durden na parte da frente, e o Narrador (ou Sebastian) na parte de trás, ambos os lados ficaram bem legais com esse estilo de arte e deixando cada lado da capa com uma personalidade própria, assim como os personagens do Clube da Luta.
Material da edição é simplesmente de alto nível! Não deve em nada para as luxuosas edições da Darkside, tanto em qualidade quanto em preço. Fiquei até pasmo em descobrir que essa já não é mais uma edição tão fácil de se achar assim, já que em todos os sites de vendas essa edição já consta como indisponível (eu mesmo encontrei essa edição perdida em uma livraria aleatória de onde eu moro). Por que a Leya parou de lançar uma edição tão bonita de um livro como esse?? Sinceramente, as vezes eu não entendo como funciona a politica de publicação deles, pois, parece que eles só dão prioridade a obras do George Martin e que se dane as outras publicações deles...


    Se você gosta muito de Clube da Luta e tiver a oportunidade de dar uma conferida nessa edição, não pense duas vezes em adquiri-la! Vale cada centavo gasto nessa belíssima edição de colecionador.


  

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TERMINANDO SHOVEL KNIGHT EM UMA SENTADA

    Se teve um jogo que me surpreendeu bastante, esse jogo foi o Shovel Knight, simplesmente por ele ter conseguido resgatar o charme dos games das antigas em uma era onde só gráficos importam. Sua simplicidade e diversão são encantadores para todos os jogadores das antigas (como eu).

     Por esse motivo, resolvi postar um gameplay completo do Shovel Knight feito por mim ontem a noite, onde eu termino o jogo de uma só vez. Tem uma hora e meia livre?? Então dê o play e divirta-se com a minha jogatina de Shovel Knight.


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